Jornada de trabalho de 4 dias sem mais pressão
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Jornada de trabalho de 4 dias sem mais pressão

No início deste mês, milhares de trabalhadores do Reino Unido começaram um experimento de uma jornada de trabalho de 4 dias. Tal experimento tem a duração de 4 semanas. Um aspeto que nos chamou a atenção foi o fato de que, para algumas funções, reduzir a jornada de trabalho pode fazer com que as pessoas fiquem mais ansiosas na tentativa de fazer caber todas as tarefas em 4 dias.

A ideia é cortar aqueles tempos de ócio no trabalho para otimizar o tempo e garantir a produtividade. Pesquisam já apontam que além de ser um dia a mais de descanso para os funcionários, ganham também as empresas, em economia, e o meio ambiente, já que são menos pessoas em trânsito, menos carros e energia a ser utilizada.

É importante, apenas, percebermos que não adianta aderir a esta nova modalidade e gerar mais pressão sobre as pessoas. É ótimo que os trabalhadores tenham mais tempo com suas famílias, por exemplo, mas é preciso perceber se é uma mudança viável, ou seja, se humanamente é possível concentrar o trabalho de cinco dias em quatro. Irá depender do setor, do trabalho e da função neste caso.

Talvez seja o momento de falarmos sobre quantidade e qualidade dos dias de trabalho, sem separar uma questão da outra. Assim, as pessoas podem ter mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mas sem prejudicar a qualidade de vida no trabalho.

Agora que se aproxima o final deste teste, vamos poder analisar os efeitos e os impactos que esta mudança causaria na vida dos funcionários e das organizações.

A pesquisa é liderada por professores das Universidades de Oxford e Cambridge e do Boston College.

Nesta experiência, os trabalhadores estão a receber 100% do salário para trabalhar 80% da jornada original, com o objetivo de testar a produtividade deles.

Países como Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia também estão a desenvolver testes neste sentido. O governo de Portugal já anunciou que pretende realizar o experimento.

O que você pensa sobre o assunto?


Por Cristine Rocha

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